Colonialismo, violência de gênero e monogamia: uma ótica decolonial dos afetos e dos laços sociais
Palavras-chave:
decolonialidade, violência de gênero, não-monogamia, interseccionalidade, afetosResumo
Este artigo propõe analisar, a partir de uma perspectiva decolonial, as relações entre violência de gênero, estruturas monogâmicas compulsórias e a colonização dos afetos. O estudo problematiza como a imposição de modelos eurocêntricos de gênero e sexualidade, vinculados ao projeto colonial e à moral cristã, naturalizou formas violentas de regulação social. Por meio de revisão bibliográfica de autores como Geni Núñez, Lélia Gonzales e Judith Butler, investiga-se como a descolonização dos saberes e dos afetos pode oferecer alternativas às violências patriarcais e colonialistas. Conclui-se que a interseccionalidade e o resgate de epistemologias originárias são fundamentais para a construção de uma crítica radical às opressões de gênero, raça e sexualidade no contexto brasileiro.
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