CIDADES E MEMÓRIAS OCULTAS

inscrições e silenciamentos da Ditadura no espaço urbano carioca

Autores

  • Pamela Paris Universidade Federal do Rio de Janeiro- PROARQ
  • Ethel Pinheiro

DOI:

https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6508

Palavras-chave:

memória urbana, representações da cidade, espaço urbano, silenciamento

Resumo

O artigo investiga como algumas memórias traumáticas da Ditadura civil-militar brasileira (1964–1985) permanecem inscritas no espaço urbano do Rio de Janeiro, mesmo na ausência de marcas materiais visíveis, por meio da vivência das narrativas de determinados praticantes da cidade. A partir do recorte territorial da Grande Glória (Catete, Flamengo, Glória e Laranjeiras) analisa-se como experiências de repressão e resistência continuam a organizar percepções, trajetórias e práticas cotidianas. Fundamentado no papel duplo da memória, que também é o de esquecer, o estudo compreende a cidade como palimpsesto simbólico e campo de disputa narrativa, onde representações oficiais convivem com memórias subterrâneas. Por meio de entrevistas realizadas de forma peripatética e análise qualitativa de relatos de interlocutores, propõe-se a construção de uma contra-cartografia afetiva que evidencia zonas de silenciamento e ressignificação urbana no recorte espacial analisado. O artigo contribui para o debate sobre representações, memória e preservação do espaço urbano e incorporar experiências marginalizadas na produção do espaço.

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Publicado

08-09-2026

Como Citar

PARIS, Pamela; PINHEIRO, Ethel. CIDADES E MEMÓRIAS OCULTAS: inscrições e silenciamentos da Ditadura no espaço urbano carioca . Anais do 19º Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, [S. l.], v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.4025/shcu.v1i1.6508. Disponível em: https://www.anais.uel.br/portal/index.php/shcu/article/view/6508. Acesso em: 25 out. 2026.

Edição

Seção

Eixo 3 — Representações, Memória e Preservação do Urbano