A PRODUÇÃO DO ESPAÇO A PARTIR DA MORFOLOGIA HISTÓRICA E DA CAPACIDADE ESPACIAL
análise da área central de Niterói (RJ)
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6569Palavras-chave:
regeneração urbana, morfologia fundiária, capacidade espacial, planejamento urbano, áreas centraisResumo
O artigo analisa os impactos das políticas de regeneração urbana nas áreas centrais, utilizando Niterói (RJ) como estudo de caso. Sob essa perspectiva, o trabalho discute os reflexos de diferentes ciclos de investimento e desinvestimento na produção do espaço, bem como as fricções decorrentes da aplicação de normativas urbanísticas abstratas a diferentes morfologias fundiárias. O percurso metodológico envolve a reconstituição histórica da evolução morfológica do suporte físico, que subsidia análises de aptidão do suporte fundiário sob a ótica da capacidade espacial. Essa leitura histórica diacrônica recupera os processos de produção do espaço, fornecendo a base causal dos padrões urbanos estabelecidos. A partir disso, propõe-se um instrumento analítico original, estruturado como um índice, que converte a compreensão histórica em gradientes quantificáveis de receptividade e resistência geométrica. Dessa maneira, o estudo busca tornar visíveis as limitações morfológicas frequentemente ignoradas pela legislação, contribuindo para que futuras políticas de desenvolvimento urbano sejam formuladas com base nas especificidades físicas de cada território, o que auxilia na conciliação entre preservação histórica, desenvolvimento e justiça espacial.
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