ELETRIFICAÇÃO E PRODUÇÃO DO ESPAÇO NO PARANÁ

o Plano Hidroelétrico de Moysés Lupion (1948-1954)

Autores

  • Nadyeska Bruna Copat da Silva UEM
  • Leonardo Cassimiro Barbosa UEM

DOI:

https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6747

Palavras-chave:

produção do espaço urbano, eletrificação, desigualdade territorial

Resumo

O artigo analisa o Plano Hidroelétrico Paranaense (1948–1949), elaborado durante o governo de Moysés Lupion (1947-1951), a partir de sua relação com os processos de produção do espaço urbano no Paraná. Mais do que uma política técnica de infraestrutura, a eletrificação é compreendida como instrumento de intervenção estatal que articulou modernização econômica, ordenamento territorial e integração regional seletiva. Com base em metodologia histórica e documental, o estudo examina fontes primárias, como mensagens de governo e relatórios institucionais, além de literatura especializada, buscando compreender os vínculos entre planejamento energético, políticas públicas e dinâmicas territoriais no contexto do pós-guerra. A análise evidencia que a implantação das redes elétricas privilegiou regiões economicamente dinâmicas, como o Norte e o entorno de Curitiba, em detrimento de áreas menos integradas, reforçando desigualdades espaciais. Nesse sentido, o plano contribuiu para a consolidação de centralidades urbanas e para a marginalização de porções do território. Conclui-se que a eletrificação, longe de ser neutra, atuou como agente ativo na produção do espaço urbano, expressando relações de poder e interesses que estruturaram o desenvolvimento regional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

08-09-2026

Como Citar

SILVA, Nadyeska Bruna Copat da; BARBOSA, Leonardo Cassimiro. ELETRIFICAÇÃO E PRODUÇÃO DO ESPAÇO NO PARANÁ: o Plano Hidroelétrico de Moysés Lupion (1948-1954). Anais do 19º Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, [S. l.], v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.4025/shcu.v1i1.6747. Disponível em: https://www.anais.uel.br/portal/index.php/shcu/article/view/6747. Acesso em: 25 out. 2026.

Edição

Seção

Eixo 2 — Processos de Produção do Espaço Urbano