MULHERES NEGRAS E A EXPERIÊNCIA URBANA EM GOIÁS OITOCENTISTA
memória, cidade e as (in)visibilidades nos arquivos visuais
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6748Palavras-chave:
mulheres negras, fontes públicas de água, Goiás, fotografia, arquivos visuaisResumo
Este trabalho busca refletir sobre a experiência urbana das mulheres negras em Goiás do século XIX, em uma investigação então conduzida pela fotografia. Nos últimos anos, temos ampliado o debate no campo historiográfico, de modo a visibilizar a história das mulheres e suas relações com a vida urbana, acúmulo de posses e aquisição de autonomia no Brasil colonial. Contexto no qual, o trabalho feminino pôde se firmar nas mais variadas esferas, e as mulheres estiveram nos mais diversos lugares, “desde o espaço doméstico aos espaços públicos” (Cavalcante, 2011, p.11). Nessa direção, mostra-se pertinente investigar a história da cidade “por meio de e com as imagens” (Mortimer, 2022), analisando o que os arquivos visuais têm a nos dizer: onde estavam as mulheres negras? As fotografias de época, ao retratar monumentos e espaços da cidade, também retratam mulheres negras em cenas cotidianas. Para nossa discussão, analisaremos uma série fotográfica encontrada no acervo documental do Museu das Bandeiras – MUBAN, de modo a refletir sobre as práticas urbanas das mulheres negras nos oitocentos, sobretudo, a partir de uma relação sensível com as águas, e que nesse encontro – entre as mulheres negras e as águas da cidade – elas têm muito a nos dizer.
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