PRAÇA TAMANDARÉ E A PRODUÇÃO DA MEMÓRIA URBANA
morfologia, representações e dinâmicas de ressignificação em Goiânia
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6774Palavras-chave:
espaço público, resgate histórico, Praça Tamandaré, Setor Oeste, GoiâniaResumo
Este artigo analisa a Praça Tamandaré, localizada no Setor Oeste de Goiânia, como espaço de memória e representação urbana, investigando sua trajetória histórica, usos sociais e dinâmicas de ressignificação. A pesquisa parte do entendimento de que os espaços públicos constituem elementos estruturantes da vida urbana, incorporando valores simbólicos, práticas cotidianas e experiências coletivas, e desempenhando papel central na construção da memória e da identidade urbana. A pesquisa combina levantamento histórico, interpretação morfológica e análise de práticas sociais para compreender como diferentes camadas temporais e significados se sobrepõem no espaço da praça, evidenciando sua capacidade de adaptação e continuidade. Os resultados indicam que a Praça Tamandaré mantém sua relevância como espaço de sociabilidade e referência urbana, incorporando novos usos sem perder sua dimensão histórica. A sobreposição de práticas passadas e contemporâneas revela sua vitalidade, demonstrando que a permanência de um espaço urbano não se dá pela imutabilidade formal, mas pela apropriação social contínua e pela produção de novos significados. Conclui-se que a Praça Tamandaré se configura como um território de memória em constante construção, no qual permanência e transformação coexistem.
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